Tudo sobre Inteligência Artificial
A Meta está desenvolvendo um assistente de inteligência artificial (IA) “agêntico” altamente personalizado para executar tarefas cotidianas para seus bilhões de usuários. O projeto será alimentado pelo novo modelo de IA da empresa, o Muse Spark, segundo o Financial Times.Continua após a publicidadeA ferramenta está em fase de testes internos e busca automatizar funções como navegação na web e gerenciamento de e-mails. Além disso, a Meta planeja integrar uma ferramenta agêntica de compras ao Instagram antes do quarto trimestre de 2026.O objetivo da Meta é desenvolver um produto similar ao OpenClaw, que permite a criação de bots para completar tarefas de forma autônoma. Segundo o portal The Information, o projeto interno tem o codinome “Hatch” e deve concluir os testes até o fim de junho. A iniciativa reforça a estratégia do CEO da empresa, Mark Zuckerberg, de colocar a IA no centro dos produtos de consumo da companhia.
Zuckerberg quer colocar a IA no centro dos produtos de consumo da Meta – Imagem: Mijansk786/ShutterstockZuckerberg afirmou, em conferência com investidores, que o OpenClaw ainda é difícil de operar para a maioria dos usuários. “Como você faz uma versão dessa experiência que seja muito mais polida, ajustada e fácil, e que já tenha toda a infraestrutura basicamente pronta para as pessoas e que simplesmente funcione?”, questionou o executivo. O CEO ressaltou que deseja criar agentes que facilitem o comércio eletrônico e o contato entre empresas e clientes.A empresa quer que os usuários compartilhem dados sensíveis, incluindo informações de saúde e financeiras, com os novos assistentes. Contudo, uma fonte familiarizada com o projeto afirmou ao Financial Times que “existe um déficit de confiança tão vasto quanto o Grand Canyon” em relação à privacidade. Em fevereiro, a diretora de segurança da Meta, Summer Yue, contou numa postagem no X/Twitter que o OpenClaw havia começado a deletar sua caixa de entrada de e-mails indevidamente.O investimento na tecnologia ocorre enquanto a Meta eleva sua previsão de gastos de capital para até US$ 145 bilhões (R$ 712 bilhões) em 2026.
Na semana passada, o valor de mercado da empresa caiu cerca de US$ 170 bilhões (R$ 835 bilhões) devido às preocupações dos investidores com os custos de IA. Apesar do aumento nos gastos com infraestrutura, a Meta planeja cortar 10% de sua força de trabalho ainda em maio.
Pedro Spadoni
Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.
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Bruno Capozzi
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
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